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terça-feira, 21 de setembro de 2010

As coisas passageiras


O vento que toca meu rosto é também o que me traz frio
O sol que inspira a poesia é o mesma que banha o nascer dos dias
O fogo que se alastra pelos campos secos é o mesma que acende a vela da minha oração

A fumaça que me atrapalhar enxergar é também a que anuncia o fogo
Este fogo são memórias perdidas
O dia-a-dia que o tempo consome

A beleza deu lugar as cinzas
O fogo se apagou
A fumaça se foi com o vento
O que me restou? Lembranças

Lembranças se apagam,
são vulneráveis ao esquecimento,
são como o rastro do fogo.
Lembrança é toda nuvem de fumaça que se esvai. 

Tudo o que verei após da névoa é o vago de tudo que vivi.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O eco do silêncio.

Amo-te calado. Amo-te calado não por medo de que saibas o que eu sinto, mas por imaginar que fazes o mesmo. Tornando, assim, o silêncio recíproco. Traduzo este como uma infinita declaração de amor, na qual o eco do som que não se propaga diz por repetidas vezes que eu lhe amo. 
Amo-te calado pois quero que sinta o meu amor, perceba que este exala de minhas palavras. Quero que estas lhe seja teu doce preferido, o qual você degusta sabendo de seus efeitos mas não se importa pelo fato de lhe oferecer prazer.
Quero que me ame quando lhe convir, que seja espontâneo, voluntário... Quero que sejas livre, que voe quando necessário e que volte quando vontade sentir.

sábado, 4 de setembro de 2010

Hoje você se fez presente nos meus pensamentos, sem ao menos ser convidada para estar ali. Não que tenha sido algo ruim, pude sentir sua doçura, delicadeza e demais ao alcance da minha imaginação.