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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Até quando?

Até quando? Até quando andaremos sozinhos? Até quando deixaremos a vida nos dominar e nos provar que não somos nosso próprio deus? Ou melhor, até quando vamos insistir em dar provas vãs de que somos capazes sozinhos? Até quando? Eu vos pergunto: até quando?

Se tens chorado e sofrido, eu voz pergunto: onde está vosso Deus? Se tens caído e hoje encontra-se chagado, ferido, novamente vos pergunto: onde está vosso Deus? Se tens vontade de desistir, se as lutas diárias parecem mais fatais a cada dia, eu vos pergunto: onde está vossa fé? 

"Deus, lhe deu mais que ar coração e lar. Deu livre arbítrio, e o que você faz? O que você faz?" 
Talvez não tenhas suportado o peso do livre arbítrio. Talvez tenhas deixado o teu Deus em segundo plano - ou em plano algum. Talvez tenhas se esquecido o significo de ter livre arbítrio. Talvez tenhas questionado o vosso Deus, como se depois de te dar livre arbítrio, Ele pudesse interferir em sua vida apenas quando você julgar preciso. Talvez tenhas esquecido de dar graças pelo pão de cada dia. Talvez tenhas esquecido que é preciso pedir pra que Deus caminhe contigo. Talvez tenhas esquecido de que toda ação tem uma reação e de que sem Deus não dá pra enfrentá-las. Talvez tenha esquecido que existe alguém que sempre estará do seu lado quando caires e que este alguém sempre lhe estenderá a mão. Talvez tenhas deixado o pecado te dominar, te consumir. Talvez tenhas se acomodado e esquecido de que Deus também precise de ti.

O barco já está em alto mar, já não podes ver o porto que até então era seguro. Resta à você escolher entre dois caminhos: lute contra as águas da vida, agarre-se à Deus enquanto há tempo; ou, deixe-se afogar por essas mesmas águas.

"Deus, lhe deu mais que ar coração e lar. Deu livre arbítrio, e o que você faz? O que você faz?" 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Balaio de palavras

Pela fresta da porta vejo o mundo a sorrir
As casas da vizinhança são resquícios de lembranças
Através de passagens insolidas chego ao mundo de "Sei lá"
Onde o faz-de-conta faz-se de inocente.

A rosa que embeleza o meu jardim
É a mesma que diz quantos Guilhermes sou
Psicologia de smart mostra-me o sono
O sono do futuro próximo


A linha tênue se mostra expressa
Entre Deus e a sorte vejo a saudade
O ódio se decompõe feliz em meio o beijo da lua de prata


O sentido não mais existe
Tudo que lês é um balaio de palavras mortas.




Obs.: Ontem pedi para que as pessoas com quem eu conversava dizer-me uma palavra, a primeira que viesse à mente. Tive como resposta casa, porta, sei lá, mundo, rosa, Guilherme, palhaço, sono, futuro, Deus, psicologia, smart, oi, saudade, feliz, ódio e sorte. Usando estas escrevi o que você, provavelmente, acabou de ler.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desprogramarei-me







Só por hoje decidi entregar-me ao vento

Farei da brisa que roça meu rosto afago para deliciar-me 
E ao som do silêncio que me sonda
A música de meus passos se tornará sinfonia
Qualquer ruído será trilha sonora em seu momento oportuno.

Só por hoje decidi não tomar decisões
Decidi não fazer uso de cautela

Hoje... 
Hoje, tudo que me for proposto será aceito sem reservas

Só por hoje...
Somente por hoje viverei a mercê do involuntário

Desprogramarei-me
Entregarei a vida vinte e quatro horas 
E a Deus exclamarei: "Seja feita tua vontade!"