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terça-feira, 15 de março de 2011

Informativo

           Venho comunicar-vos através deste que a partir deste exato momento haverá algumas alterações neste blog de caráter literário que agora, além de literário, terá caráter religioso. Não, não falarei apenas de religião. Não entendeu? Eu explico. Agora toda poesia ou prosa aqui postada terá um grande e único destinatário: Jesus Cristo.
           "Ah!!!! Agora você vai ficar nessa lenga-lenga de 'Jesus, te amo'; 'Jesus, amor da minha vida'? Qual é a sua, cara?!" Quando você está apaixonado por alguém você não pensa nela o dia inteiro e tudo que escreve é direcionado pra ela? Enfim, resolvi assumir, depois de meses e meses de namoro às escuras meu romance com Jesus.
           E aproveitem que desse meu amor não tenho ciúmes.

sábado, 12 de março de 2011

desTemporâneo


            Sexta-feira treze. Havia uma viagem a ser realizada. Não havia motivos para que esta se realizasse, não motivos óbvios: todas as despesas seriam custeadas pela escola. Mas como? Como justificar tais fatos? Ou melhor, como compreendê-los? O tempo nos ironizava cada vez mais.
            Dois dias passaram rápido. Tantas informações acumulavam-se sobre mentes perturbadas e ainda incrédulas. Dúvidas, incertezas, indecisões. Enfim chegamos ao aeroporto: rostos aflitos e todos se viam como protagonistas do acidente aéreo ocorrido pouco tempo antes no mesmo Atlântico com destino à mesma França para a qual deveríamos nos dirigir.
            O lado frio, assombroso e gélido da noite invadia cada mente e tudo o que não foi feito durante aqueles anos incomodavam nossa consciência como batidas impertinentes à porta do banheiro. Lágrimas aos olhos, à face, e o melancólico contato destas com o chão. A dor da incerteza do futuro e da volta. Indagações deterioravam a solidez psicológica que ainda restavam: "Será que amei aos meus suficientemente?"; "Será que fui 'marcante' ao ponto de ser lembrado no futuro?"; "Quantas vezes deixei de dizer 'eu te amo'?".
            Embarcamos no avião. Antes pude olhar pro céu e ver que este nos dizia alguma coisa. Um aviso? Um presságio? Queria Deus nos alertar? Mas e agora? Ir ou ficar? Acovardar-se diante o medo ou ouvir o impertinente lado inconsciente da mente? Resolvi confiar no que não se podia ver, ouvir ou entender. Confiei no inconfiável. Confiamos, todos confiamos. 
            Os primeiros minutos no avião foram longos. Longos suficientemente para alterar a pressão com que os sangues de nossas veias corriam: ora adrenalina, ora medo e outrora o medo que aumentava a adrenalina. Enfim o avião decolou. Foi como se saíssemos de um mundo e fossemos pra um lugar longínquo, onde éramos nossos próprios herois e criptonita alguma pudesse nos deter.
            Algum tempo depois passamos por uma turbulência que parecia piorando com o tempo. O piloto nada nos dizia e o avião perdia altitude, e nós os “poderes”. Estávamos sob o mar - talvez um mar de criptonita. Decidimos ir á cabine da aeronave. Não encontramos o piloto, nem o co-piloto, nem ninguém que aquela altura poderia nos ajudar. Ao olhar para frente vimos o mar se aproximando como os lábios de um casal apaixonado depois de muito tempo distante. Voltamos desesperadamente para dar a notícia aos que ficaram a aguardando.
            Em meio ao desespero conseguimos ouvir o que a principio parecia uma mentira do tipo “giz de cera de escrita tridimensional”. Mas o que restava a nós – seres indefesos diante à lei da gravidade – se não acreditar? Conseguiram, então, alinhar o avião ao nível do mar com a ajuda do suposto contador de história que, pra nossa sorte, agora dizia a verdade e sim, ele sabia pilotar um avião. Naquele momento me arrependi de não ter jogado “Flight Simulator” com meu irmão.
            Assim que a tensão passou, nos deparamos com outro obstáculo: logo a frente havia uma ilha montanhosa. Pular ao mar ou colidir com as montanhas? Será que conseguiríamos nadar em mar aberto? Os que se deixaram tomar conta pela adrenalina e os reflexos que o medo os causou pularam (muitos sem saber nadar). Aos que resolveram pensar nos perigos do mar aberto e dos seres que o povoava restou à paralisia, fruto do medo. Decidi pular e só depois que senti a água salgada em minha boca que me dei conta dos riscos que todos nós corríamos e do certo fim da vida que aguardava os que não conseguiram ou não quiseram deixar a aeronave. Que a essa hora já se chocara contra uma das montanhas.
            Chegamos à ilha e resolvemos desbravá-la. Herança bandeirante? Desespero? Fome? Certamente um pouco de tudo. Ao adentrar a ilha percebi que ali havia mais que vestígios animais.
Era como se algo mágico exalasse das plantas. Talvez estivesse delirando, mas o ar tinha sabor, sabor de incerteza. Mas a aquela altura dos fatos nada mais nos assustava - incrédulos ficaríamos se algo racional acontecesse. Andando um pouco mais, segundo instintos pouco humanos, encontramos destroços do avião e, por incrível que pareça, nenhum corpo! 
            Logo a diante encontramos um portal no meio de uma rocha. Sem cerimônia alguma tentamos abri-lo. O que tínhamos a perder? A vida? Será que estávamos mesmo vivos? A porta se abriu como se nos esperássemos ansiosamente. O ar tinha outro cheiro, outro sabor e o ambiente muito se conhecidia com o de uma caverna onde se podia ver ossadas vestidas de roupas de todas as épocas.
            Ao olhar para frente vimos um jovem rapaz de aparência curiosa, cabelos longos, volumosos e cacheados, vestido com roupas de couro, cartola e relógios por todos os lados. Este se apresentou como “Senhor T”, disse que esperavam por nós, nos convidou para uma ceia farta – na mesa estavam os que ficaram na aeronave - onde a refeição descia do teto.
            Tantas informações, a princípio, embaraçavam minha mente. Um misto de vontades surgiu, mas a fome falava mais alto do que qualquer vestígio de racionalidade e calava qualquer tipo de indagação que ousasse concretizar-se.
            Após a refeição, sentimo-nos revigorados, como se houvesse algum estimulante por trás de toda aquela farta refeição. Em seguida, Senhor T nos chamou e disse que estávamos ali a fim de cumprir uma missão a nós designada. Indagações surgiam em meio à desconfiança. O medo paralisava todos, um por um. Como se aquelas palavras transformassem-se em alguma espécie de Medusa, da mesma forma que seus relógios nos induziam a dizer sim.
Fomos apresentados a um closet onde havia vestuários correspondentes a todas as épocas. O cheiro de mofo que dali exalava era um prova de que não havia nada de novo para ‘T’ em mandar pessoas para o passado. Após nos vestir à caráter olhamos à nossa volta e vimos pessoas com vestuário semelhante ao nosso e à tanta outras épocas históricas.
            Recebi então uma ampulheta com inscrições na base em francês e outro de nós um livro com a capa de couro, um pequeno cadeado e folhas amarelas. O cheiro de mofo que exalava deste provocava meu organismo que respondeu com reações alérgicas. Não tínhamos idéia de que fazer com tais objetos e nem de como se lia francês. Mas a esta altura o que menos importava para nós era os detalhes, estávamos eufóricos de mais para isso.
            Vestidos a caráter, fomos diretos á França do séc. XIX – com a ajuda de uma máquina do tempo. Chegando lá encontramos um ambiente triste, onde a arte dividia espaço com a tecnologia – assim como o filho primogênito tem de dividir atenção com o caçula. Em uma praça vimos um jovem pintor olhando para o mundo estaticamente, como se a vida tivesse acabado.  Indagamo-lo:

O que fazes aqui, sentado e não pintando essas belas paisagens? O que lhe aflige ao ponto de paralisá-lo?

Não vês que não temos mais utilidade? – disse o rapaz. A sociedade não valoriza a arte desde que essas malditas máquinas chegaram aqui. Para se fazer arte e ser valorizado só se precisa de dinheiro e fogo.

E em que isso vos impede de continuar com sua arte?


Ora, pois! O que nos impede?! – retrucou o rapaz ferozmente. O descaso com nossa arte. Diga-me quem espera por meses um retrato quando se pode obtê-lo em tão pouco tempo?”

Neste meio tempo podíamos observar fotógrafos por toda a parte. O rapaz, então, pegou seu material e pintou rapidamente o que parecia ser uma família retirante. De fato, à distância a pintura parecia perfeita, mas de perto apenas um borrão. Talvez o rapaz tivesse o intuito de ser ágil como uma máquina e, por isso, havia deixado os detalhes e a proximidade a perfeição de lado.
            Descrevemos Senhor T com o intuito de achar informações sobre ou até mesmo encontrá-lo, mas nada conseguimos. Pedimos então para ir até Monet, que nos indicou um lugar onde poderíamos encontrar diversos pintores da época e nos acompanhou até lá. Monet conversava sobre sua insatisfação com as máquinas e a frustração das limitações humanas ficava expressa em seu olhar artístico.
            Ao adentrar o bosque, onde se realizaria o encontro vimos um grande número de pintores e um excluso grupo de fotógrafos que registrava aquele momento com suas máquinas. Resolvemos conversar com um deles. Sua visão favorável as máquinas parecia inalterável, só um milagre seria  tornaria nossa persuasão eficaz. Como já era de se esperar o pôr-do-sol apareceu e de forma mágica, milagrosa, conseguiu transformar aquele jovem fotografo convicto de suas idéias em um jovem pintor que agora admira o sol beijando as montanhas em meio às folhas que continham os últimos raios de sol.
Perguntamos à ele sobre o Senhor T e recebemos a informação de que os pintores normalmente iam ver o por de sol na visão mais privilegiada da cidade. Depois de um tempo ele se lembrou de um homem de características pouco comuns e disse que este havia passado por lá há pouco tempo. Imaginamos que fosse “T”. Como nada mais parecia poder nos surpreender fomos à este local e imaginamos que “T” fosse um pintor naquele período, já que parecia ter várias versões segundo cada época.
Chegando ao monte podemos ver o céu como nunca havíamos visto antes. Ele parecia reluzir mais intensamente do que nunca, como se precisasse nos dizer algo. Não havia nuvens nem nada que pudesse atrapalhar nossa vista. O céu ia de amarelo à vermelho, como numa escala cromática. Agora parecia perfeitamente compreensível a mudança de comportamento daquele jovem. O por do sol fazia-nos enxergar com olhos poéticos – afinal, pintores são poetas que se expressam através da imagem.  Estes mesmos olhos também nos fez enxergar a vida melhor, boa ao ponto de saber que deveríamos voltar ao encontro. No caminho podemos observar a oscilação da paisagem de acordo com a intensidade da luz, como numa aula de arte moderna. A paisagem e todos aqueles fatos nos ensinaram muito até ali e parecia reservar mais.
Ironicamente ou não, assim que pensamos no Senhor T o encontramos. Enfim o “eu perdido” havia sido encontrado e nossa missão chegava ao fim. Mas uma indagação ainda pairava no ar. Qual seria a verdadeira missão: a nossa de encontrar o “eu perdido” ou a do Senhor T de acrescentar à nosso conhecimento?


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Até quando?

Até quando? Até quando andaremos sozinhos? Até quando deixaremos a vida nos dominar e nos provar que não somos nosso próprio deus? Ou melhor, até quando vamos insistir em dar provas vãs de que somos capazes sozinhos? Até quando? Eu vos pergunto: até quando?

Se tens chorado e sofrido, eu voz pergunto: onde está vosso Deus? Se tens caído e hoje encontra-se chagado, ferido, novamente vos pergunto: onde está vosso Deus? Se tens vontade de desistir, se as lutas diárias parecem mais fatais a cada dia, eu vos pergunto: onde está vossa fé? 

"Deus, lhe deu mais que ar coração e lar. Deu livre arbítrio, e o que você faz? O que você faz?" 
Talvez não tenhas suportado o peso do livre arbítrio. Talvez tenhas deixado o teu Deus em segundo plano - ou em plano algum. Talvez tenhas se esquecido o significo de ter livre arbítrio. Talvez tenhas questionado o vosso Deus, como se depois de te dar livre arbítrio, Ele pudesse interferir em sua vida apenas quando você julgar preciso. Talvez tenhas esquecido de dar graças pelo pão de cada dia. Talvez tenhas esquecido que é preciso pedir pra que Deus caminhe contigo. Talvez tenhas esquecido de que toda ação tem uma reação e de que sem Deus não dá pra enfrentá-las. Talvez tenha esquecido que existe alguém que sempre estará do seu lado quando caires e que este alguém sempre lhe estenderá a mão. Talvez tenhas deixado o pecado te dominar, te consumir. Talvez tenhas se acomodado e esquecido de que Deus também precise de ti.

O barco já está em alto mar, já não podes ver o porto que até então era seguro. Resta à você escolher entre dois caminhos: lute contra as águas da vida, agarre-se à Deus enquanto há tempo; ou, deixe-se afogar por essas mesmas águas.

"Deus, lhe deu mais que ar coração e lar. Deu livre arbítrio, e o que você faz? O que você faz?" 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Balaio de palavras

Pela fresta da porta vejo o mundo a sorrir
As casas da vizinhança são resquícios de lembranças
Através de passagens insolidas chego ao mundo de "Sei lá"
Onde o faz-de-conta faz-se de inocente.

A rosa que embeleza o meu jardim
É a mesma que diz quantos Guilhermes sou
Psicologia de smart mostra-me o sono
O sono do futuro próximo


A linha tênue se mostra expressa
Entre Deus e a sorte vejo a saudade
O ódio se decompõe feliz em meio o beijo da lua de prata


O sentido não mais existe
Tudo que lês é um balaio de palavras mortas.




Obs.: Ontem pedi para que as pessoas com quem eu conversava dizer-me uma palavra, a primeira que viesse à mente. Tive como resposta casa, porta, sei lá, mundo, rosa, Guilherme, palhaço, sono, futuro, Deus, psicologia, smart, oi, saudade, feliz, ódio e sorte. Usando estas escrevi o que você, provavelmente, acabou de ler.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desprogramarei-me







Só por hoje decidi entregar-me ao vento

Farei da brisa que roça meu rosto afago para deliciar-me 
E ao som do silêncio que me sonda
A música de meus passos se tornará sinfonia
Qualquer ruído será trilha sonora em seu momento oportuno.

Só por hoje decidi não tomar decisões
Decidi não fazer uso de cautela

Hoje... 
Hoje, tudo que me for proposto será aceito sem reservas

Só por hoje...
Somente por hoje viverei a mercê do involuntário

Desprogramarei-me
Entregarei a vida vinte e quatro horas 
E a Deus exclamarei: "Seja feita tua vontade!"


domingo, 26 de setembro de 2010

Causadores de empecilhos

A dificuldade que encontramos são, sempre, criadas por nós mesmos. A maior dela é julgar nossos problemas que são, de fato, insignificantes: engrandecemos coisas pequenas a fim de termos argumento e "razão" para não encara-las. E a fazemos pelo simples fato de sermos covardes.
Sim, volto a repetir, somos covardes! Temos medo de encarar a verdade de cabeça erguida, sem esquivarnos de tudo que pode nos ferir. Somos covardes ao achar que fugindo se chega a algum lugar. E mais do que covardes somos tolos. Ingénuos. Ilusores da razão. Forçamos-nos a levar ditos clichês ao esquecimento, exemplo disso é que nunca nós lembramos que cair só nos leva a levantar!
Manipulamos-nos a cada dia, com intuitos próprios e desprazíveis. Tornar-se fantoche do teu próprio medo não é algo comum, tão pouco aceitável.




sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Solidão



Caminho só para não me abalar com perdas
Minha solidão delimita as fronteiras do meu eu
Tudo que vês é reflexo do que fui
Tudo que não vês é a essência do que sou
Se não vês não traduz a essência
Talvez não traduza por que, de fato, não exista.
Caminho, 
Caminho porque é ao caminhar que chego mais longe
Avisto de longe o horizonte infinito
Ora sol, ora lua
Ao tropeçar vejo neblina e nada mais
Tudo se confunde
A essência se esvai
Ao olhar pra trás vejo tudo que fui
Prevejo o que serei
Passado é matéria que não volta mais
É conteúdo impróprio aos fracos.




"[...]
As vezes ando só
Trocando passos
Com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão... [...]" Pra Rua Me Levar - Ana Carolina

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Conexões Pontuárias

Aquilo que imaginou
Que queira que seja




Que seja-lhe essencial.
Aquilo que falta-lhe.
Aquilo que completa-lhe.
Aquilo, seja aquilo um ponto.
O Ponto.
O ponto que é o marco do inicio,
ao ponto que se inicie uma nova história.
O marco.
Um ponto.
A certeza do ponto da vida.




Pense

Se pararmos para pensar, pensamos logo em que pensar e porque pensar no que estamos pensando em pensar. Pensaríamos que se pensássemos não teríamos pensado em pensamentos que nos levou a atos indesejáveis. E não praticando os mesmos, o dia monótono que se passou seria diferente. Poderíamos, também, tornar uma séria de coisas melhores, assim também como pessoas melhores. E fazendo pessoas melhores, faríamos vidas melhores. E se todos fossem um pouco melhores, melhoraríamos todo um mundo.
Se parássemos para pensar, não sofreríamos tanto. Mesmo que parar para pensar nos faça sofrer, talvez sofrêssemos menos pensando. Se parássemos para pensar no verdadeiro sentido da vida, entenderíamos nossa verdadeira função. Função essa que é sempre pensar, pensar livre e espontâneamente. Chegaríamos a conclusão de que vivemos para o próximo... vivemos para que ele seja feliz.

Se pensarmos um pouco mais, perceberíamos que apesar de não nos ensinar nada, ser feliz e promover a felicidade faz bem para nosso outro lado. Um lado que se alimente mais que de emoção que razão.
Se parando para pensar na felicidade, pensássemos nos momentos ruins, que apesar de desagradáveis são os que realmente amadurece-nos. Porque ao pensar entendemos que todo o ciclo de aprendizagem gira em torno de nossos erros.

Se pensássemos em ter fé, teríamos mais esperança. Se tivéssemos mais esperanças não viveríamos intensas matanças. Não seriamos hipócritas incrédulos que por qualquer motivo desiste... se espanta. Se ao menos fé pensássemos ter, não seriamos facilmente abatidos pela angústia da morte.
E se errar nos faz pensar, se pensar nos faz aprender, se aprender nos faz melhor e mais sábios, se mais sábios for, maior nossa fé. Saberíamos pensar e aprenderíamos a viver.

Sem medo de ser feliz

Tendo consciência disso, ou não, nossas vidas se renovam a cada dia; a cada segundo. A verdade é que somos seres com total capacidade de nos adaptarmos a situações diversas. Para isso, basta-se que tenhamos maturidade  para descartar o que não nos acrescenta e absorver o que de fato, altera nossa vida positivamente. Continuando, assim, a busca pela felicidade e outros valores essenciais  para sermos bons alunos da "escola da vida".



Querer 'mudar' depende tão somente de nós. A verdadeira questão a ser respondida é: queremos, de fato, mudar? Muitas vezes, a essa situação, aplica-se a frase 'querer não é poder'. Uma vez que, tentando definir 'poder' segundo meus critérios e pontos de vista cheguei a seguinte conclusão: poder nada mais é do que oportunidade, dedicação e sorte. Deixando bem claro que sorte é algo que construímos. 



Talvez você esteja, nesse exato momento, se perguntando qual a ligação que as palavras ditas anteriormente tenham a ver com o título 'Sem medo de ser feliz'. Aí eu lhe digo, caro leitor: temos que buscar a felicidade em todos os momentos, seja tropeçando em uma pedra ou ouvindo uma boa música. Temos de nos arriscar nas mais diversas aventuras a fim de tirarmos proveito de tais situações fazendo dos seus resultados algo a acrescentar a nossa vida.



Resumindo tudo o que foi dito, deixo-lhes, caros amigos, esse pequeno pequeno pensamento: As coisas nem sempre são como esperamos, nem sempre o que vivemos é algo concreto. É o que eu chamo de etapa complementar: nada acontece sem um propósito. Por mais que as coisas dêem erradas, não podemos ignorá-las, cada tropeço faz parte do nosso aprendizado. É muito fácil olhar as coisas pelo lado negativo, difícil mesmo é aproveitar o que a vida lhe oferece no mais profundo de sua essência. 


A Bela e a Fera - Chico Buarque

                      

O homem mais forte do planeta


Tórax de Superman


Tórax de Superman


E coração de poeta



terça-feira, 21 de setembro de 2010

As coisas passageiras


O vento que toca meu rosto é também o que me traz frio
O sol que inspira a poesia é o mesma que banha o nascer dos dias
O fogo que se alastra pelos campos secos é o mesma que acende a vela da minha oração

A fumaça que me atrapalhar enxergar é também a que anuncia o fogo
Este fogo são memórias perdidas
O dia-a-dia que o tempo consome

A beleza deu lugar as cinzas
O fogo se apagou
A fumaça se foi com o vento
O que me restou? Lembranças

Lembranças se apagam,
são vulneráveis ao esquecimento,
são como o rastro do fogo.
Lembrança é toda nuvem de fumaça que se esvai. 

Tudo o que verei após da névoa é o vago de tudo que vivi.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O eco do silêncio.

Amo-te calado. Amo-te calado não por medo de que saibas o que eu sinto, mas por imaginar que fazes o mesmo. Tornando, assim, o silêncio recíproco. Traduzo este como uma infinita declaração de amor, na qual o eco do som que não se propaga diz por repetidas vezes que eu lhe amo. 
Amo-te calado pois quero que sinta o meu amor, perceba que este exala de minhas palavras. Quero que estas lhe seja teu doce preferido, o qual você degusta sabendo de seus efeitos mas não se importa pelo fato de lhe oferecer prazer.
Quero que me ame quando lhe convir, que seja espontâneo, voluntário... Quero que sejas livre, que voe quando necessário e que volte quando vontade sentir.

sábado, 4 de setembro de 2010

Hoje você se fez presente nos meus pensamentos, sem ao menos ser convidada para estar ali. Não que tenha sido algo ruim, pude sentir sua doçura, delicadeza e demais ao alcance da minha imaginação.



                        
Não gosto de cultivar pensamentos nostalgicos. 
Me faz mal saber que tudo que um dia foi essência se perdeu... 
Dói.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Já não sei não pensar em ti. Assim como respiro involuntariamente, por que preciso, penso em ti também porque preciso. Pois ações involuntárias são assim: fazemos a todo tempo pelo simples fato de serem necessárias

Nós: seres dependentes e involuntários

Muito penso sobre minhas dependências. Não só nas minhas, mas nas de todos nos que adotamos a nossa personalidade. Elementos que futuramente traduzirão-se em essências do nosso ser. Creio eu que tais essências sejam de grandiosa importância para que um dia possamos compreender um pouco mais de nós.
O fato é que nós, humanos, somos seres dependentes. Podemos comprovar ao observar nosso próprio processo de amadurecimento natural: de todos os animais somos os que dependem por mais tempo de nossas mães para que possamos ser independentes. E mesmo assim quando maduros dependemos de nossos semelhantes. Seja para coisas banais, ou até mesmo para curar-nos quando estamos incapacitados de fazer o mesmo.
Sem ao menos perceber, passamos a praticar atos involuntários. Sim, entenda como ato involuntário tudo aquilo que você faz sem pensar. Entenda como atos involuntários a forma  com que você pensa nas pessoas ao seu redor, entenda como ato involuntário julgar alguém por sua aparência e achar isso normal, afinal, na concepção humana toda e qualquer caracteristica pessoal pode ser descrita através do agir e da estética. Entenda como ato involuntário sentir-se necessitado de companhia mesmo quando estas ao redor de uma multidão. Entenda como involuntariedade ser tão dependente de coisas aparentemente supérfluas.
Não, nossas essências não são supérfluas! São pedaços de nós, são como peças de quebra cabeças que só vão dar sentido ao conjunto se estiverem todas ali. Pois somos feitos de essências particulares, tão particulares quanto nossas involuntariedades e dependências, as quais, são sabemos quão importantes são por sermos únicos e especiais.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre amadurecer.


Só percebemos nossa evolução ao olhar pra trás e comparar o presente com o passado, pré-supondo um futuro superior ao que vivemos hoje.

co-PENSADOR 2

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Prisão Particular


Sentir-me preso não deveria ser tão comum.
Tampouco tão frequente. Isso não deveria acontecer. Não sei a quem estou preso, ou por que escrevo essas palavras. Não sei por que me deixo prender. Talvez esteja preso à solidão. Preso à falta de amigos. Preso na minha própria prisão, a qual edifico as muralhas ao passar do tempo. Faço do meu coração um forte impenetrável. 
Prisão da qual sou o carcereiro e prisioneiro. Prisão da qual me sinto incapaz de sair. Alma da qual o carcereiro prevalece e meu eu prisioneiro cumpre sua pena calado, quieto, afim de ganhar privilégios tão pequenos por boa conduta.
Prisioneiro do meu eu.

co-PENSADOR 2

Sobre 'pontos de vista'


'Ponto de vista' é nada mais nada menos do que a forma que você encontra para enxergar e interpretar o que está a sua volta. 
Descubra todos os pontos de vista existentes, analise-os e escolha o que mais lhe convém.
Deixe-mos de preguiça e o façamos como se estivéssemos diante de nossa ultima escolha.
Afinal, nunca se sabe quando esta chegará.

co-PENSADOR 2